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Histórico das provas KTR

2018 10.11
15.09
23.06
05.05
2017 11.11
26.08
24.06
22.04
2016
Circuito 2016
05.11 ver resultados
10.09 ver resultados
25.06 ver resultados
16.04 ver resultados
2015 08.08 ver resultados
25.04 ver resultados
2014 26.04 ver resultados

KTR Refugio Serra Fina, Abril de 2014:

A prova ocorreu dentro de duas propriedades particulares. Ambos os proprietários concederam autorização por escrito. A corrida utilizou 4 trilhas. Duas trilhas na montanha conhecida como Tijuco Preto e duas trilhas na montanha Capim Amarelo. Nenhum metro de trilha foi aberto pela organização. Todas essas trilhas já estavam lá e receberam a corrida. Essas trilhas continuam lá até hoje. 3 dessas trilhas fazem parte da propriedade do Refúgio Serra Fina e são usadas pelos seus hospedes e visitantes. Trilhas que recebem manutenção constantemente. Trilhas muito importantes, pois fazem parte do contingente de trilhas fundamentais para o caso de necessidade de combate a incêndios.

KTR Refúgio Serra Fina, Abril de 2015:

A prova aconteceu nas mesmas trilhas de 2014, contando novamente com as autorizações de seus proprietários. A organização da KTR, para esta prova, contratou Profissionais para elaborarem um estudo de viabilidade e monitoramento pós prova. O monitoramento aconteceu durante 6 meses. O profissional responsável pelo trabalho, foi o Engenheiro Florestal Sr. Waldir Joel de Andrade. Waldir Joel é um pesquisador no Instituto Florestal tendo sido Chefe do Parque Estadual de Campos do Jordão. Profissional muito respeitado, emitiu uma ART e conduziu o monitoramento durante 6 meses. Este trabalho foi conduzido juntamente com a colaboração de Hamilton Rodolfo Miragaia, Técnico em Administração em Unidades de Conservação e Luiz Henrique de Oliveira Santos, Turismólogo, Pós-graduado em Gestão e Analise Ambiental. As chuvas intensas que aconteceram durante alguns dias antes da prova, colaboraram para que o impacto na trilha fosse maior do que o normal, porém ainda dentro de parâmetros previstos. O trabalho identificou 3 pontos impactados: primeiro, um ponto próximo ao ataque ao cume do Capim Amarelo, onde aconteceu uma movimentação de lama excessiva; segundo, um ponto em que ocorreu um amassamento de vegetação (menos de 20 metros); e, terceiro, um ponto em que ocorreu uma abertura de um novo caminho de menos de 15 metros. Na última visita a campo para monitoramento, que aconteceu juntamente com profissionais da APASM, foi identificada a recuperação total dos dois primeiros pontos impactados. O caminho aberto, de menos de 15 metros, continua a ser usado pelos visitantes.

KTR Campos do Jordão, agosto de 2015:

A prova foi realizada em propriedades particulares, com as autorizações de todos os proprietários. Utilizou 4 trilhas conhecidas e visitadas por décadas por motos, bicicletas, moradores e visitantes. Para esta prova, a organização contratou novamente os mesmos Profissionais para elaborarem um estudo de viabilidade pré-prova e o monitoramento pós-prova. O Engenheiro Florestal, Sr. Waldir Joel de Andrade, com base nos dados coletados, também emitiu uma ART. O monitoramento pós-prova, neste caso, não foi necessário que se estendesse por 6 meses, graças ao fato de que a equipe, dirigida pelo Engo. Joel, na visita após a prova, não identificou nenhum impacto nas trilhas além de movimentação de serrapilheira.

KTR Serra Fina Abril de 2016:

Em entendimento com profissionais, Guias de Montanha, organizadores, Prefeitura, e ambientalistas da região da Mantiqueira, a organização da KTR, por precaução, decidiu não utilizar a trilha do Capim Amarelo neste ano. Fechou parceria com a Flona Passa Quatro para realizar a largada, chegada e partes dos percursos curto, médio e longo no interior desta UC. Apesar de ter fechado a parceria com a Flona, surgiu um fator impeditivo à realização da prova dentro de uma UC: o MPF de Resende emitiu uma recomendação ao IBAMA, recomendando que os órgãos competentes não autorizassem eventos de corrida e aventura em suas áreas, antes de uma regulamentação definitiva para a modalidade. Note-se que essa recomendação absolutamente não representou um fator negativo contra a KTR, mas apenas uma medida cautelar. De qualquer forma, juntamente com a Prefeitura e o Diretor da Flona, de Passa Quatro, buscamos contato com o MPF para dialogar e explicar os benefícios que este tipo de evento, que já estava agendado, traria para a região e para a própria Flona, como local de visitação e trabalho de conscientização ecológica. O MPF, de forma muito profissional, acolheu a nossa solicitação, porém fazendo apenas uma exigência. Assinamos um compromisso com o MPF de apresentar, anteriormente à prova, um estudo de viabilidade para a realização da corrida nas trilhas planejadas. O estudo elaborado apresentou viabilidade para a realização da prova, atestando que o evento não poderia causar maiores danos ambientais. A organização da KTR também se comprometeu com o MPF de realizar um monitoramento no dia da corrida e um monitoramento pós prova sobre os possíveis impactos. Apesar de todos os esforços, os órgãos competentes não tiveram tempo hábil para analisar os nossos estudos a tempo de emitir um parecer. Desta forma, a Flona Passa Quatro não pode emitir a autorização para a realização da corrida em sua UC. Como resultado, a organização da prova simplesmente alterou o percurso da prova, realizando a corrida somente em solo de propriedades particulares.

Em atendimento a solicitação do MPF, especificamente para a KTR Serra Fina 2016, a KTR optou por buscar um grupo ainda mais heterogêneo e capacitado de profissionais para realizar o estudo de viabilidade e monitoramento das trilhas. Para este trabalho, a KTR reuniu, através da Empresa Conecta Ambiental, um Doutor, um Engenheiro Florestal e 3 Biólogos, para a realização do estudo.

Os resultados, em resumo, demonstram que os impactos causados pela realização da prova foram reduzidos, localizados, não comprometeram a qualidade ambiental da região e, muito menos, inviabilizaram a continuidade de utilização das trilhas. Isso demonstra que o comportamento das pessoas que utilizam o percurso pode ser mais relevante do que a quantidade de visitantes, ou seja, uma pessoa com conduta inadequada pode gerar mais impacto que um grupo de atletas conscientes de sua responsabilidade ambiental e de princípios básicos de sustentabilidade.

No estudo realizado, dentro do percurso médio, foram mapeados 21 pontos. 16 desses pontos não sofreram alterações, e apenas 5 sofreram impactos como remoção de serapilheira, pisoteio moderado e alguma exposição de solo.

No percurso longo, foram mapeados mais 21 pontos. Somente 19% dos pontos sofreram algum tipo de impacto como pisoteio de vegetação, e espalhamento e remoção de serapilheira. O estudo demostrou e sugeriu a melhoria de alguns pontos, a fim de ter ainda menos impacto nas próximas corridas. Todos estes pontos serão avaliados para futuros eventos realizados pela KTR, como passíveis de ações adicionais de prevenção. Ao mesmo tempo, estarão disponíveis para outros organizadores realizarem eventos com níveis não significativos de impacto.

O estudo foi enviado aos órgãos competentes para análise e a organização continua no aguardo de um parecer. Algumas medidas sugeridas pelo estudo poderão ser efetivadas após a autorização dos órgãos e dos proprietários.

AUTUAÇÃO: Informamos ainda que a organização da KTR, até a presente data, recebeu somente uma autuação, qual seja, por haver limpado uma trilha que já existia. Consideramos que essa única autuação recebida, da qual inteiramente discordamos, não representa, na realidade, a violação de regras e resoluções, pelo seguinte motivo: a organização da KTR tinha autorização de todos os proprietários para realizar a manutenção nas trilhas já existentes; ademais, o trecho em questão, além de apresentar uma cerca de arame farpado em quase toda a sua extensão, o que indica divisa de propriedade e aceiro, guias locais e moradores de Passa Quatro, atestaram, oficialmente, que vinham utilizando essa trilha nos últimos anos como ligação à montanha Campos do Muro e acesso as propriedade. A organização da KTR já tomou as medidas judiciais cabíveis.

KTR Campos do Jordão 2016:

A corrida aconteceu nas mesmas trilhas de 2015. A organização, bem como todos os profissionais envolvidos, puderam atestar que não ocorreu nenhum impacto significativo repetindo os mesmos resultados de 2015, somente movimentação de serrapilheira.

KTR Itamonte 2016:

A próxima etapa da KTR que está agendada para setembro, e será realizada dentro de uma RPPN, Instituto Alta Montana, ocupando as trilhas que estão no seu plano de manejo. Mais uma vez, ao contrário de alguns argumentos contrários, e da tentativa de prejudicar a imagem da KTR e de todos os profissionais e instituições envolvidas na realização da corrida, os responsáveis conseguiram realizar um projeto que há tempos vinha sendo buscado: na tentativa de aprimorar o conhecimento de todos os envolvidos sobre a realização de eventos de corridas em ambientes serranos, a KTR fechou uma parceria com a UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro), através do departamento de ciências do solo, sob supervisão do Dr. Marcos Gervásio, com a participação de um mestrando e um graduando em final de curso, além da equipe de monitoramento, para tentar avaliar e estipular as melhores formas de modular e neutralizar o impacto que corridas de montanha oferecem nestes ambientes. Além da participação dos acadêmicos e a criação de padrões para modular e neutralizar os impactos, o grupo da Universidade Rural conduzirá, durante 6 meses pós-prova, o monitoramento da trilha, podendo indicar e supervisionar medidas de recuperação.

 

Não podemos deixar de mencionar, os benefícios que um evento como a KTR entre outros, trazem para a economia local das cidades. Como exemplo podemos citar a KTR Serra Fina 2016, Passa Quatro; no final da semana da corrida, houve uma injeção de, aproximadamente, R$ 1.500.000,00 (representa 0,6% do PIB da cidade, que em 2013 foi de R$ 275.273.000,00; IBGE), envolvendo diferentes agentes da cadeia do turismo, como hospedagem, alimentação, comércio e transporte. Isso se deve diretamente ao evento, visto que no total, a cidade recebeu uma média de 1.650 visitantes no município, entre atletas e acompanhantes. Isso significa em torno de 10% de sua população, que foi estimada em 16.353 para o ano de 2015 (IBGE). Um outro dado importante é que 95% de toda a mão de obra da equipe KTR, é contratada localmente. São envolvidas mais de 60 pessoas entre Coordenadores, Guias de Montanha, Staffs, etc; mais uma fonte importante de insumos e capacitação para a região. Essa é a dimensão da importância de eventos dessa natureza para o desenvolvimento regional e, com ele, a valorização da Serra Fina como indutor do turismo sustentável, contribuindo à sua proteção. Vale destacar que a realização do evento em um período de baixa visitação turística, além de contribuir para reduzir as externalidades negativas da sazonalidade do turismo, permitiu direcionar o impacto da prova para um período de menor presença de visitantes nas áreas de uso. Ainda sobre os benefícios para a região, a organização da KTR cede de forma gratuita, inscrições para as suas corridas para os atletas locais. Como exemplo, Passa Quatro já recebeu mais de 100 inscrições para os seus atletas para as etapas de Serra Fina e Campos do Jordão este ano.

Nota-se que o comportamento dos atletas na montanha tem mudado bastante de forma positiva. Em todos os congressos técnicos a organização da KTR mostra os resultados dos estudos e os impactos que aconteceram pelo comportamento na trilha. Na última KTR Serra Fina por exemplo, durante o congresso técnico que aconteceu um dia antes da prova e é OBRIGATÓRIO, foram apresentados aos atletas as fotos dos impactos mencionados acima nos 2 pontos descritos no estudo referente a KTR Refugio Serra Fina 2015. Os impactos que foram amassamento de vegetação e abertura de um novo caminho, poderiam ter sido evitados se todos tivessem um comportamento adequado. Estamos em um processo de aprendizado e a organização da KTR, para as novas edições inclusive, irá adotar novas regras em seu regulamento, como por exemplo a proibição de ultrapassagens em certos locais mais sensíveis. Nestes locais mais sensíveis, será implantada uma sinalização efetiva com placas e Staffs para monitoramento.

Diante do exposto, evidencia-se o fato de que a história da KTR é, sem dúvida, um testemunho de respeito, ao esporte de montanha, aos atletas e, acima de tudo, à montanha, ao contrário de algumas informações, lançadas nas redes sociais, de que temos sido vítimas por parte de indivíduos com intenções questionáveis. Objetivamos, com a experiência adquirida ao longo desses anos, continuar contribuindo para a realização de corridas em trilhas, implementando princípios e procedimentos que minimizem o impacto ao ambiente. Com convicção e determinação, continuaremos trabalhando e realizando o que sabemos fazer de melhor. Por outro lado, estaremos sempre abertos ao diálogo, inclusive com indivíduos com os quais já tentamos a abertura de um canal de comunicação mas, infelizmente, até o momento, sem sucesso. Em nome do respeito que nutrimos a todos os envolvidos, e movidos pelo amor ao esporte de montanha, seguiremos abertos ao diálogo. Com diálogo, investiremos energia e recursos em aspectos positivos, produtivos e favoráveis a todos os envolvidos por um bem maior. Não aceitaremos a proposta de que a proibição da visitação e das corridas, é o único caminho! Todos os estudos, realizados até o momento, mostram que esse não é o caminho. A KTR, é a única empresa que reuniu tantos profissionais competentes para avaliar a viabilidade do esporte. Esperamos que todo o esforço e investimento pessoal e técnico, possa ser de grande valia, especialmente para que os órgãos competentes possam regulamentar essa nossa modalidade de corridas em trilhas, o mais breve possível.

Segue link para o estudo completo realizado pela Empresa Conecta Ambiental sobre o os resultados para a KTR Serra Fina, Abril de 2016.
http://www.ktrseries.com.br/ktr-serra-fina/monitoramento.php

Ficamos a disposição por e-mail para mais dúvidas ou esclarecimentos (info@ktrseries.com.br).

Atenciosamente,
Equipe KTR